Veo 3.1 do Google DeepMind: novo modelo de geração de vídeo traz controle por ingredientes e suporte a vídeo vertical

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AI Engineering News
· · Atualizado em 14 de janeiro de 2026 · 5 min de leitura
Veo 3.1 do Google DeepMind: novo modelo de geração de vídeo traz controle por ingredientes e suporte a vídeo vertical

O Google DeepMind anunciou uma atualização significativa do seu modelo de geração de vídeo Veo. A versão 3.1 introduz o conceito de "Ingredients to Video", prometendo maior consistência visual, criatividade expandida e controle mais granular sobre o conteúdo gerado.

Essa atualização chega em um momento de intensa competição no mercado de vídeo generativo, onde modelos como Sora (OpenAI), Runway Gen-3 e Pika Labs disputam a atenção de criadores e desenvolvedores. O diferencial do Veo 3.1 parece estar na combinação de qualidade visual com controle prático.

Engenheiros de IA que trabalham com geração de mídia, sistemas de conteúdo automatizado e aplicações criativas são os principais impactados — especialmente aqueles que buscam integrar geração de vídeo em pipelines de produção.

O QUE FOI ANUNCIADO

O Google DeepMind publicou em 13 de janeiro de 2026 a atualização Veo 3.1 com as seguintes características principais:

  • Recurso "Ingredients to Video": nova abordagem para controle de geração que permite especificar "ingredientes" para compor o vídeo final
  • Suporte a vídeo vertical: geração nativa de formatos verticais (9:16), otimizados para TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts
  • Maior consistência temporal: clips mais coerentes do início ao fim, com menos artefatos de transição
  • Dinamismo natural: movimento mais fluido e orgânico nos elementos gerados

O modelo é uma evolução direta da linha Veo, que o Google vem desenvolvendo como sua resposta ao cenário competitivo de vídeo generativo.

VISÃO TÉCNICA SIMPLIFICADA

O conceito de "Ingredients to Video"

O nome "Ingredients to Video" sugere uma arquitetura onde o usuário pode especificar componentes separados — como objetos, estilos, movimentos de câmera e atmosfera — que são então combinados pelo modelo para gerar o vídeo final.

Isso representa uma evolução do paradigma text-to-video puro, onde tudo depende de um único prompt textual. Com ingredientes separados, o controle torna-se mais modular e previsível.

Consistência temporal

Um dos maiores desafios em modelos de vídeo generativo é manter consistência entre frames. Pequenas variações se acumulam e criam:

  • Mudanças sutis em rostos ou objetos
  • Artefatos de "morphing" indesejados
  • Inconsistências de iluminação

O Veo 3.1 promete avanços nessa área, gerando clips que "parecem naturais e envolventes" — linguagem que sugere melhorias no tratamento de coerência temporal.

Vídeo vertical nativo

Gerar vídeo vertical não é apenas recortar um vídeo horizontal. Exige:

  • Composição diferente dos elementos visuais
  • Tratamento de movimento adequado ao formato
  • Otimização para as expectativas de plataformas sociais

O suporte nativo indica que o modelo foi treinado ou fine-tuned especificamente para esse formato.

O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA ENGENHEIROS DE IA

🏗️ Arquitetura

  • A abordagem de "ingredientes" pode influenciar como engenheiros estruturam prompts e pipelines de geração
  • Maior modularidade significa mais pontos de controle programático

🚀 Performance

  • Espera-se que clips gerados exijam menos pós-processamento para correção de inconsistências
  • Vídeo vertical nativo elimina etapas de cropping e recomposição

💸 Custos

  • Menos retrabalho e regenerações podem reduzir custos de API em cenários de produção
  • Ainda não há informações sobre pricing específico da versão 3.1

🔐 Riscos

  • Como todo modelo de vídeo generativo, questões de deepfakes e uso indevido permanecem
  • Dependência de APIs do Google para workloads críticos

🧪 Maturidade

  • Veo está em evolução ativa; a versão 3.1 indica iteração rápida
  • Estabilidade de API e disponibilidade ainda precisam ser avaliadas em produção

CASOS DE USO REAIS E POTENCIAIS

Marketing e Social Media

  • Geração automatizada de conteúdo vertical para TikTok, Reels e Shorts
  • Prototipagem rápida de anúncios em vídeo

Produção de Conteúdo

  • Criadores independentes podem gerar B-roll e assets visuais
  • Agências podem acelerar ciclos de produção

E-commerce

  • Demonstrações de produtos em vídeo geradas automaticamente
  • Personalização de conteúdo visual por segmento de audiência

Educação e Treinamento

  • Vídeos explicativos gerados a partir de descrições técnicas
  • Conteúdo visual para cursos online

Agentes e Sistemas Autônomos

  • Agentes de IA que precisam comunicar visualmente podem usar geração de vídeo como output
  • Sistemas de atendimento que geram explicações visuais sob demanda

LIMITAÇÕES, RISCOS E PONTOS DE ATENÇÃO

Limitações técnicas esperadas

  • Duração dos clips: modelos de vídeo generativo ainda têm limitações de duração (tipicamente 5-30 segundos)
  • Controle fino: mesmo com "ingredientes", controle preciso de elementos específicos pode ser limitado
  • Texto em vídeo: geração de texto legível dentro de vídeos continua sendo um desafio para todos os modelos

Dependências

  • Acesso via APIs do Google, com possíveis limitações de quota e região
  • Custos de API podem escalar rapidamente em uso intensivo

Riscos éticos e regulatórios

  • Geração de deepfakes continua sendo uma preocupação central
  • Regulações europeias e brasileiras sobre IA generativa podem impactar casos de uso
  • Necessidade de watermarking e detecção de conteúdo sintético

Hype vs Realidade

  • "Consistência" e "naturalidade" são promessas que precisam ser validadas em uso real
  • Comparações diretas com concorrentes (Sora, Runway) serão necessárias para avaliar posicionamento

O QUE OBSERVAR NOS PRÓXIMOS MESES

  • Disponibilidade via API: quando e como desenvolvedores poderão integrar Veo 3.1 em seus produtos
  • Pricing: estrutura de custos para uso em escala
  • Benchmarks comparativos: como se comporta contra Sora, Runway Gen-3 e outras alternativas
  • Integrações: se haverá integração direta com Google Cloud, YouTube Studio ou outras plataformas Google
  • Limites de uso: políticas de conteúdo e restrições de casos de uso
  • Qualidade em produção: relatos de desenvolvedores sobre consistência real em cenários diversos

CONEXÃO COM APRENDIZADO

Para quem quer se aprofundar em como arquitetar sistemas que aproveitam modelos generativos de mídia — incluindo pipelines de inferência, integração com APIs de IA e construção de agentes que utilizam outputs visuais — esse tipo de tecnologia faz parte dos estudos avançados em engenharia de IA. A AI Engineering Academy aborda esses temas em seus programas.


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